Cortando um pouco toda essa linha reflexiva de textos e tudo, tenho que retratar um tema curioso desses ultimos meses. O coral. Não que eu nunca tenha participado de um coral. Não é isso. Não chega a ser novidade, já fiz apresentações até. Mas algumas coisas mudaram. Hoje participo do coral do seminário, porque sou obrigado. Não estou lá por prazer.Tenho que ser franco. Esse coral na realidade atrasa bastante a minha vida. Não que eu esteja sofrendo horrores com isso e nem reclamando horrores por isso. Só acho chato o troço. O professor não é nenhum facilitador de meio de campo. Ele na verdade é uma figurinha bem peculiar. Desses que querem governar pelo medo. Coitado. Confesso que tenho um pouco de pena do cara. Colaboro muito para arruinar a vida dele. Mas não faço por mal. No duro. Simplesmente, é dificil de ver cem amigos seus cantando e não bolar um milhão de comentários infelizes.
É uma logica bem fácil de acompanhar na verdade. Não dá pra ser engraçado sem abrir a boca (eu pelo menos não sou do tipo das caretas), e não dá pra aguentar duas horas de coral sem dar risada. É quase que inevitavel! O poder de Deus vem aperfeiçoando a minha vida, obviamente, mas nessas situações, enquanto eu ainda não me tornei perfeito, eu posso bancar o reclamão miserável, digno de bons chutes e socos na cara, ou um grande fanfarrão, sem compromisso com a seriedade dos fatos e torcendo para todos mergulharem no turbilhão de irresponsabilidade junto comigo. Fujam amigos, fujam!
Mesmo que me cale, existem coisas que são naturalmente engraçadas. Não vou mencionar os tenores se esforçando pra alcançar uma nota atipica, porque seria sacanagem questionar a masculinidade deles por causa disso. Eu nunca faria tal coisa. Mas posso lembrar de rostos, em geral, de amigos que estudam quatro horas por manhã comigo, sofrendo ou alterados pela dificuldade do ato. As veias aparentes, a expressão de alguém que não conhece o oxigênio. Alunos normais, cumprindo suas obrigações de comparecer e cantar.
Mas existe um clã ainda mais hilário do que a gentalha. Aqueles que entram de cabeça no negócio. Os esforçados. Os que tampam um ouvido só, durante sua performance. Profissionais. Não brinque com estes. Homens e mulheres distintos, que outorgam a autoridade do professor para chamar duramente a atenção de seus colegas que conversam. Santos. Almejam a excelência. Pedem para repetir mais de uma vez as frases músicais e fecham seus olhos para a concentração absoluta. São heróis. Mais que isso, são sublimes. São responsáveis, satisfazem o mestre do ensino e, puxa, como me divertem!
Tenho apenas uma nota para eles: Dó.
Só para alimentar um pouco sua satisfação pelo reconhecimento de sua essência por outrem: seus posts são, além dos relatos do cotidiano, totais crônicas engraçadíssimas.
ResponderExcluirVou além, imagino que você queira mesmo dar esse tom de sarcasmo e ironia no texto e fá-lo muito bem! Tem inteligência nisso daí: com tantas intertextualidades. A frase final é genial! O texto em si é gostoso!
Estou ficando muito exigente quando venho ao seu blog: "Poxa, é bom que o post serja excepcional! Ele tem feito apenas coisas boas! Se, hoje, for apenas 'bom', vou meter a boca no trombone!"
se a piada do final nao tivesse sido PESSIMA o texto tava otimo hauhauahauhauahauhauahuah saudadeee do esquisitoo
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