Logo depois da gritaria e pensamentos de morte, tivemos que esperar uns 40 minutos por outra oportunidade de atravessar a pista. Uns 2 minutos na verdade. Sensação térmica de 40 minutos.
Pausa.
Se você está aí na sua cadeira rindo da minha cara pq acha que eu não sei o que significa sensação térmica, pare com isso agora. Saia do meu blog. Pode sair. Obrigado.
Atravessamos correndo e, para nossa surpresa, encontramos um pequeno barranco no final do asfalto. Não era nenhum precipício mas deu pra bater uma preocupation. Era meio mato meio barroso, mas conseguimos ir até o posto aos pulos.
Agora, pare. Imagine esse posto. Antigamente eu costumava dizer que era o cenário do "A morte pede carona". Hoje, pensando em retrospectiva, acho que quando a morte pediu carona era pra ir para aquele posto lá. Pra te dar uma base, quando entramos na zona postuária (já conversamos sobre licença poética. Aliás, o que você ainda está fazendo aqui?) dois cachorros do mau, daqueles do apocalipse zumbi, se aproximaram latindo e nos rodearam. Nos rodearam mesmo. Estilo matilha de lobos pronta para o bote. Quem assistiu Pânico na neve conhece a cena. Permitam-me dizer que esse é um dos filmes agoniantes de assistir. Nem valeu a pena. Numa boa. Enfim, nos rodearam LATINDO. Ameaça direta à nossa integridade física. Oração relâmpago. Felizmente, Will trazia, em sua mochila, um apito para cães. Desses que a gente nem escuta, mas são como alfinetes no cérebro do caninos. Uma verdadeira benção. Lucca, treinado nas artes do medo, soube chamar a atenção das feras enquanto o apito era retirado do compartimento.
Na verdade isso tudo é mentira. Achei que devia mostrar um pouco de atitude da nossa parte. Não havia apito nenhum. Inclusive, me ofereceria de bom grado à morte se descobrisse que chamo de amigo alguém que anda com um apito desses casualmente.
O livramento aconteceu de maneira diferente. Os malditos seguiram em frente.
Mas, uma boa notícia, em circunstâncias como essas, só podem ser acompanhadas de bomba. Nesse momento ouvi o Paulinho no celular:
"Tem alguma coisa pra comer aí ou você acha de a gente comer por aqui mesmo?"
"POR AQUI MESMO? NESTA POCILGA?" essa era minha consciência, com toques de Brás Cubas.
Paulinho, na boa, não pode nem SUGERIR um rolê desses, né campeão? Juvenas demais!
Dito isso, entramos no bar para capitulo final de nossa saga. Nas palavras do narrador dos trailers da sessão da tarde "Esses meninos vão se meter em muita confusão nesta viagem que vai dar o que falar!"
O cara é uma lenda. Um brinde a ele. Só perde do gordinho figurante.
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