Estou dentro de um avião. Quer dizer, se esse texto está publicado significa que já não estou mais. Mas estou, enquanto escrevo. E estou entediado pra burro. Na verdade, a viagem de avião só perde em tédio para a viagem noturna de avião. E digo isso com experiência de caso. De uns mil casos pq namoro uma garota que mora no rio grande do Sul.
Pra começo de conversa viajar de avião é uma tristeza. Todo o processo é um desastre. Desde ter que chegar com 1h de antecedência no aeroporto até esperar 45 minutos para sua bagagem aparecer na esteira. Isso porque rola aquela preocupação "santo Deus, estou chegando atrasado para a minha 1h de antecedência" e porque depois de realizar um check in de três minutos você tem que, efetivamente, aguardar essa maldita hora de antecedência até o avião sair voando.
Aí, depois que você entra e eles te avisam que a aeronave está reabastecendo (ninguém perguntou nada comandante), eles te pedem para desligar todos os equipamentos eletrônicos. Cara, eu estou ouvindo música aqui, me deixa em paz. Sério. Antes era só o celular, mas eles perceberam que o pessoal continuava sorrindo, mesmo com essa regra, e resolveram incluir todos os outros equipamentos pra sacanear de vez.
"Bom", você pensa, "vou reclinar o encosto, então." Pq parece que a poltrona é tão vertical que não foi projetada para humanos. Mas você não pode reclina-la ainda, querido. Ainda não. Você tem que esperar uns 40 minutos pra poder fazer isso e quando te dão autorização você já perdeu toda a vontade.
Então eu comecei a ler livros para contornar todas as regras anti-felicidade. Dessa forma, quando o cara manda a gente desligar tudo, eu uso meu entretenimento literário em forma de protesto. Acontece que eles perceberam isso, os canalhas do voo noturno. Mal começo a ler o maldito do livro e eles vêm com o papo de apagar as luzes para o conforto de todos. Francamente, são nove horas da noite, meu chapa. Não faz bem pra saúde essa dormidinha sem vergonha. E pior! Te dão a opção de ligar a luz individual de leitura. O problema é que de individual esse troço não tem absolutamente nada. Um dia experimentei ligar e condenei todos os passageiros, no raio de três fileiras, a permanecerem acordados comigo.
E pior! Hoje experimentei dormir! Triste engano. Após míseros (pasmem) quinze minutos, os infelizes me acordaram para o lanche. Não vou nem detalhar o que estou chamando de lanche aqui.
Não preciso dizer que perdi o pouco sono que existia e que, por esse motivo, estou aqui, escrevendo.
Tudo bem, concordo que estou sendo ranzinza e bem ingrato com os serviços prestados pelas companhias. Mas é pq me diverte. E como disse, estou entediado pra burro.
Então para tornar esse texto um pouco mais instrutivo e tentar acrescentar algo na sua vida, além das minhas críticas desnecessárias, vou sugerir um troço. O lance é o seguinte: da próxima vez que você pegar um avião, aproveite os momentos de turbulência pra jogar aqueles mini games em primeira pessoa. Cara, isso sim é diversão. Isso sim é o fino do entretenimento aéreo. A nata da emoção 4D. Cada queda é um sorriso.
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