Mas dá pra ler em menos tempo.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Outback

Sexta feira à noite fui ao Outback. E nessa hora, quem já foi, sabe que trata-se de um grande erro. Pra começo de conversa, esse negócio de eles não te fornecerem o tempo médio de espera é uma verdadeira desgraça. Para quem nunca foi lá, vou explicar. Acontece que a atendente anota o seu nome e, se você pergunta quanto tempo de espera, ela te responde o número de mesas que estão na sua frente. Se você nunca passou por isso, adianto que é uma informação, basicamente, inútil. Isso no fundo é, claramente, um truque psicológico. Se rola aquela insistência: “Mas assim, uma meia hora, uma hora?” a resposta é padrão: “Não tem como estimar, senhor”. É um troço frustrante. Se não tem como estimar, porque diabos você está falando quantas mesas tem na minha frente? Como disse, é um truque. Ela quer que você estime. Tudo não passa de uma maneira, suja, de jogar a responsabilidade da matemática inteiramente nas suas costas inexperientes, para que você entre no esquema por sua conta e risco.

Outro dia, cheguei lá e a mulher falou que havia 44 mesas na minha frente. Poxa, ela podia ter o bom senso de dizer “olha senhor, você se ferrou.”. Essa é a grande diferença entre o Outback e a Delegacia de Polícia.

Obviamente, não é esta a grande diferença, você sabe. Mas o que quero dizer é o seguinte:

Há um mês atrás, fui fazer um B.O., por ter sido assaltado. Chegando lá, querendo resolver logo a parada e cair fora daquele lugar, o delegado anotou meu nome e disse que tinham 5 pessoas na minha frente. Olhei as cadeiras de espera e, antes de me dirigir a elas, ele falou: “Se você quiser ir tomar um lanche e voltar, vai demorar um pouquinho”. Achei aquilo curioso, e perguntei, para ter uma noção: “Quanto tempo mais ou menos?” e ele respondeu: “Umas quatro horas”.

Pausa. Quatro horas meu filho. Quatro horas de espera para fazer um B.O. E mais, “tomar um lanche”. Imagina o lanche dessa fera (ô loco meu). Um verdadeiro boca nervosa, do mais alto grau. Meu chapa, nem se eu fosse a uma tradicional Paella ia conseguir enrolar dessa forma. Fim da pausa.

Mas, isso é camaradagem. Se ele tivesse me dito que não dava para estimar, eu ia ter assistido a porcaria da programação toda da globo, em pleno sábado à tarde, e arranjado uma discussão acalorada. Evidentemente não arranjaria discussão coisa nenhuma, mas com certeza soltaria algumas frases bem inconvenientes do tipo: “Poxa cara, você podia ter avisado” ou: “Mancada meu”, porque eu sou meio maloqueiro mesmo, comigo não tem essa.

Voltando ao Outback, a dica é: vá no balcão. Existem algumas mesas que são mesas iguais às tradicionais, mas fazem parte do espaço denominado “balcão”, nas quais você pode chegar e sentar, se estiverem livres. Foi o caso dessa sexta passada. Havia 9 mesas na minha frente, seja lá quanto tempo isso pode significar, mas sentei logo de cara em uma dessas mesas vagas. Apenas peço que não divulgue essa dica. Será o nosso segredinho. Caso contrario, aí sim estaremos todos perdidos.

Comi o tradicional Pão com Becel que todo mundo adora, mas que não passa de uma ilusão do local, pedi as batatas com queijo e bacon, reduzindo minha estimativa de vida em cerca de 7 anos, e, para encerrar, uns hamburgers kids porque já não estava nem conseguindo respirar direito. No final tive que assinar um contrato de doação de órgãos para pagar a conta e poder sair do local, mas gostei bastante de ter ido. Acho que, no fundo, eles também gostaram bastante da minha visita. Risos.

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